Completa

Ah, não sei o que me dá quando tu estás longe. Não sou eu mesma. As pessoas dizem que eu fico diferente. Dizem que eu mudo, fico muda. Mas é que eu não tenho vontade de nada se tu não estiver aqui me ajudando a fazer tudo. Parece que falta algo.

Que graça tem a vida, se eu não posso ouvir aquela tua risada engraçada quando eu te faço cócegas? Ou de que vale os momentos sem tuas sacadas rápidas e as vezes sem graça? Porque investir tempo em coisas que não envolvem uma aula de violão no parque, uma tarde de sol, uma volta de bicicleta na chuva ou uma busca pelo spot perfeito no Gasômetro?

Quando eu tô no meio de um monte gente bacana, eu sinto sono e vou pra casa descansar, mas quando entro no meu quarto e deito na cama olhando pras paredes verdes, eu lembro do que tu disse na noite passada: que minha cama era muito desarrumada. Mas era só a coberta que tava meio embolada. E eu rio dessa lembrança. Perco o sono e fico até umas 2 da manhã repassando momentos ou imaginando novos, e aproveitando todo esse sentimento pra escrever um ou dois posts no blógue.

E aí entendo que eu mudo (ou fico muda), porque falta algo mesmo. Falta tu! E eu não me sinto completa sem ti. Então deixa de ser idiota e vem ficar comigo!