Meu Melhor Lugar…

Quero propôr um experimento.

  • Fechem os olhos.
  • Pensem no lugar onde vocês se sentem mais confortáveis, seguros, a salvo de tudo e de todos. Imaginem o lugar que é só de vocês. Imaginem a sua zona de conforto.
  • Tentem visualizá-lo o melhor possível. Cores, quadros, móveis, se é um lugar aberto ou fechado, lembranças e pessoas relacionadas a este lugar.
  • Agora, me digam, que lugar é este?

Quando eu imaginava esse lugar, pensava no meu quarto. É incrível como o meu corpo, minha mente, meu inconsciente, reconhecia, respondia e se comportava quando se encontrava nesse lugar.

Meu corpo sabia que naquele lugar, ele podia ser “fraco” e ninguém iria saber. Lágrimas, medos, gritos sufocados, pulos de alegria. Era sempre lá que tudo acontecia. Eu sabia que podia contar tudo pras quatro paredes e elas ficariam caladas para sempre, não importa sob qual tortura fossem submetidas.

Agora, esse lugar é o teu abraço, o teu sorriso, tu. Pode ser na fila do mercado, no parque, no carro, na casa dos meus pais, na casa dos teus pais, com os nossos amigos, num passeio de tarde pela colônia, num mergulho gelado em Torres. Qualquer lugar é meu melhor lugar desde que tu estejas lá.

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Meu melhor lugar…

Quero propôr um experimento.
Fechem os olhos.
Pensem no lugar onde vocês se sentem mais confortáveis, seguros, a salvo de tudo e de todos. Imaginem o lugar que é só de vocês. Imaginem a sua zona de conforto.
Tentem visualizá-lo o melhor possível. Cores, quadros, móveis, se é um lugar aberto ou fechado, lembranças e pessoas relacionadas a este lugar.
Agora, me digam, que lugar é este?

Quando eu imagino esse lugar, penso no meu quarto. E é incrível como o meu corpo,  minha mente, meu inconsciente, reconhece, responde e se comporta quando se encontra nesse lugar.
Meu corpo sabe que naquele lugar, ele pode ser “fraco” e ninguém vai saber. Sabe que pode contar tudo pras quatro paredes e elas vão ficar caladas para sempre, não importa sob qual tortura sejam submetidas.
Há algumas semanas que tive que lidar com uma situação muito difícil pra mim. Um assunto muito delicado, mas que precisava ser resolvido. Encarei o problema de frente. Falei tudo o que tinha que ser falado e tentei resolvê-lo da melhor maneira possível. Fui forte durante todo o dia. Conversei normalmente com todas as pessoas, dei as minhas aulas como se nada tivesse acontecido.
Bastou eu entrar no meu quarto e as lágrimas começaram a rolar pelo meu rosto, incontroláveis e débeis. Eu nem havia  fechado a porta. Eu nunca tinha pensado no conforto e na confiança que este lugar me proporcionava até aquele momento.
Esse lugar que vive bagunçado (tadinho). Esse lugar tão comum. Esse lugar que me abrigou durante minhas alegrias e tristezas. Esse lugar que serviu de refúgio para as ligações escondidas debaixo das cobertas e abafadas pelo travesseiro (eu era uma pré-adolescente feliz). Esse lugar que presenciou as minhas lágrimas, das mais bobas às mais adultas. Esse lugar que me ajudou a virar noites fazendo trabalhos para a escola, e agora para a faculdade. Esse lugar tão simples e humilde. Esse lugar tão esquecido nas férias de verão e tão procurado nas férias de inverno.
Ele significa muito pra mim. Não sei o que faria sem ele.
Onde fofocaria com minhas amigas? Onde me trancaria quando aquele sentimento de que tudo está dando errado começa a encher-me o peito? Onde eu passaria as tarde de domingo hibernando? Pra que parede eu ficaria olhando, tentando achar o porquê das coisas serem tão complicadas, senão fosse pra essa (que agora é verde)? Por qual janela ficaria eu admirando as estrelas, procurando o significado do inexplicável?

Não existe lugar como o lar. E não exite lar sem o MEU quarto!