Meio

Admito que eu não tenho sido fácil nos últimos dias. Ando meio sem vontade, meio pra baixo, meio cansada, meio um monte de coisa. E eu percebi hoje que pros outros, eu coloco um sorriso no rosto, aceno a cabeça e concordo com qualquer declaração de melhora ou esperança (mesmo que eu não concorde ou esteja sem qualquer esperança). Mas contigo, eu não preciso fingir qualquer força que não está lá. Pra ti, eu choro de dor. Me exponho. Sou frágil. E fico assim, meio cabisbaixa, meio impaciente, meio completamente chata. E que chato isso! 

Porque dói em ti também. Ver eu me contorcer de dor e não poder fazer nada. Secar as minhas lágrimas. Me dar esperança. Me animar. Principalmente quando eu estou meio mais pra lá do que pra cá há dias. E tu tens os teus dias ruins também, e é teu direito ser mimado!

Então, hoje, estou declarando que vou parar de ser meio essas coisas ruins. E se tiver que ser meio, vou ser meio louca pra animar teus dias, e meio metida a cantora pra gravar os vídeos que tu tanto gosta, e meio cozinheira pra fazer aquele miojo com hambúrguer grelhado (e um pãozinho de acompanhamento). Porque tu merece mais meu sorriso e esforço pra ser feliz (mesmo quando to meio ruim) do que qualquer pessoa!

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Gota de Amor

Tu estavas dirigindo do meu lado e o sol estava praticamente posto. O céu era de um azul celeste. Nem escuro. Nem claro. A noite estava fresquinha e Ben Howard tovaca no teu telefone. Minha mão acariciava a tua perna lentamente e por um segundo aquele momento pareceu durar uma eternidade. E como eu queria que aquele momento nunca tivesse tido um fim.

Sabe quando uma gota de chuva cai na tua testa e tu percebes que vai chover? Pra mim foi assim que eu percebi o quanto eu te amava. Naquele momento que durou uma eternidade dentro de um segundo.

Completa

Ah, não sei o que me dá quando tu estás longe. Não sou eu mesma. As pessoas dizem que eu fico diferente. Dizem que eu mudo, fico muda. Mas é que eu não tenho vontade de nada se tu não estiver aqui me ajudando a fazer tudo. Parece que falta algo.

Que graça tem a vida, se eu não posso ouvir aquela tua risada engraçada quando eu te faço cócegas? Ou de que vale os momentos sem tuas sacadas rápidas e as vezes sem graça? Porque investir tempo em coisas que não envolvem uma aula de violão no parque, uma tarde de sol, uma volta de bicicleta na chuva ou uma busca pelo spot perfeito no Gasômetro?

Quando eu tô no meio de um monte gente bacana, eu sinto sono e vou pra casa descansar, mas quando entro no meu quarto e deito na cama olhando pras paredes verdes, eu lembro do que tu disse na noite passada: que minha cama era muito desarrumada. Mas era só a coberta que tava meio embolada. E eu rio dessa lembrança. Perco o sono e fico até umas 2 da manhã repassando momentos ou imaginando novos, e aproveitando todo esse sentimento pra escrever um ou dois posts no blógue.

E aí entendo que eu mudo (ou fico muda), porque falta algo mesmo. Falta tu! E eu não me sinto completa sem ti. Então deixa de ser idiota e vem ficar comigo!