Perde-se

Coisas se perdem. Moedas entre as almofadas do sofá, meias na secadora, borrachinhas de cabelo, tic-tacs ou presilhas entre bolsas, casacos, gavetas, viagens. Alguns perdem a razão, vergonha ou dignidade; outros perdem dinheiro, um show único, o ônibus. A verdade é essa: coisas se perdem. Pessoas se perdem, mas não achei que nós seríamos essas pessoas? Nós ríamos das histórias delas. Sentávamos nos bancos das praças, shoppings, carro e análisamos os estranhos que passavam. As roupas, as mãos dadas, os olhares vazios, os beijos moderados, os beijos mais “extravagantes”, os playboys e as patricinhas, os que se enganavam, os “esquisitos”, os Renato Russo-Raul Seixas.

Éramos um pouco de cada e não éramos ninguém. Éramos dois, como se fôssemos um. Éramos nós, sem tirar nem colocar. Éramos perfeitos um para o outro. Te escolhi desde o início, mas acabei ficando pelo caminho em alguma rua mal sinalizada.

Entendo que tu queiras partir. É fácil se perder entre oportunides. Um emprego, um curso, uma propostas. Mas enquanto todas essas coisas podem ser recuperadas, eu não posso!

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