Les souvenirs

C’est par amour

Eu gosto que tu gostes dos meus textos, mesmo contendo uma carga tão grande de “outros”. Eu gosto muito que isso não te intimides. Adoro quando tu elogias minhas loucas inversões e invenções literárias, mas não me peça pra lê-las pra ti.

Quando eu releio algumas coisas que eu escrevi ou deixei pela metade, sinto-me pesada com as lembranças de uma outra vida que não me pertence mais. Milhões de lembranças que eu não quero lembrar e pensamentos que eu não quero pensar.

Sentimentos se apegam a tudo: cartas, lugares, pontas de lápis, ruas desertas, nuvens, músicas, comidas, roupas, cheiro, gosto, toques! Acho que é por isso que eu nunca leio o que eu escrevo em voz alta, mesmo que aqueles sentimentos não signifiquem mais nada.

Sentimentos, quando não cultivados, eventualmente, perdem o sentido. Tornam-se frívolos. Mesmo frívolas, essas lembranças são estranhas. *São coisas que eu estava vivendo bem ali e eu não te tinha comigo. Foram sentimentos, sonhos, desafios e mudanças que eu tive sem te ter ao meu lado. Eu sonhava uma vida sem ti e isso é estranho.

Deixa o resto pra trás.

*G.P.E

 

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