Et moi?

Nos cœurs d’la partie.

Não é paixão, desejo carnal ou a luxúria do pecado. É ternura. É a maneira com a qual me beijas como se todo beijo fosse o primeiro, como se todo segundo fosse o último, como se há muito não amasse ninguém, como se todo abraço fosse a dúvida de um próximo.

Tu és a pureza no olhar de um infante, a brisa fria que corta as lágrimas. És a chuva no solo árido, a sombra num dia quente de verão. És o ar nos pulmões após um longo mergulho, és sim, talvez e às vezes não. És tudo que eu preciso sem nem pedir. És a parte de mim que eu não quero dividir.

São tantos momentos, tantas lembranças, tantas sensações novas. Pequenos ataques cardíacos aqui, uma taquicardizinha ali, dificuldade pra respirar, rushes de adrenalina. Quando pegas na minha mão, quando sorris com os olhos, quando me chamas de lindona, quando tu te mordes de ciúme, quando mordes o lábio e fazes caretas ao tocar bateria, quando olhas fundo nos meus olhos ao tocar no violão aquele velha música do Engenheiros. São coisas tuas das quais me aproprio, misturas tuas e minhas. Mas no final, elas são partes de mim que se tornam mais tuas do que minhas.

E eu? Eu fico muito sem saber “à quoi penser”!

 

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