Resumo da Ópera

Não foi amor à primeira vista. Nem à segunda, nem à terceira, nem à quarta, mas quando eu realmente te vi, eu te enxerguei. Não me atreveria tomar iniciativa. Imagina, era só o guri simpático, meio caladão, que sempre sentava no penúltimo banco do lado esquerdo da van na ida e nos últimos bancos  (também do lado esquerdo) na volta. Não que eu reparasse muito em ti. Capaz!

Apesar de você estar tão longe, eu tinha você junto de mim sempre e isso me bastava. A tua amizade me era suficiente, até que tive a oportunidade de dividir meu amor contigo. Depois disso, eu só queria poder sentir o teu abraço todas as manhãs. E as tardes. E as noites. E no meio desses tempos também. E depois. E antes. Só pra não enjoar muito.

E as pessoas me perguntam os porquês, só que não existe resposta certa. É assim, porque é. Teve que ser assim, porque eu prefiro não te ter agora e te ter depois do que não te ter nunca. E viver sem ti por um pequeno período de tempo é melhor do que viver o resto da minha vida sem ti. É por te amar – mais do que a mim mesma – que eu me despeço com lágrimas nos olhos, esperando que algum dia volte a rever-te e te ter em meus braços como meu, pra um tempo muito maior que infinito mais um.

 

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