estranhetudes e noite fria!

” I wanted to tell you I’ve changed

Não me olha assim, vai. As coisas já estão difíceis do jeito que estão. Eu, estranha, rindo pra não chorar, evitando a conversa que tu queres ter; tu, cabisbaixo por eu estar estranha, sentado ao meu lado no sofá, contanto coisas aleatórias por eu não querer conversar sobre o que tu queres. Tento, mas não consigo evitar. Tenho me sentido meio fora da área de cobertura ou desligada. Em alguma estrada desconhecida, parei de receber o sinal que me conectava com o mundo. Acabou a gasolina e eu estou estacionada sozinha nessa encruzilhada sem saber se sigo pro norte, sul, leste ou oeste. Sem falar no noroeste, nordeste, sudoeste e sudeste. Tá vendo o meu dilema? Escolhas! Sempre fui péssima em fazer escolhas, principalmente em escolher as coisas boas.

Mas a história se repete continuamente. Fígado ou chocolate? Quero fígado. Morango ou grilo frito? Grilo com bastante ketchup, por favor. Mente ou coração? Que se dane a razão. Me vê uma porção grande de sentimento e confusão, Jorge!

Eu queria te dizer que eu mudei. Eu queria te dizer que as coisas serão diferentes dessa vez, mas e se eu não conseguir? Às vezes, eu acho que não nasci pra essa coisa de amor. E se eu for daquele tipo de garota que se apega quando o cara não tá nem aí, mas quando ele se apaxiona, ela larga fora? E se eu nunca conseguir retribuir tudo que tu me dás? E se cada vez que um relacionamento meu começar a ficar sério, eu quiser dar as costas pra ele?

A culpa não é tua. De verdade. Sou eu. Parece aquela desculpa esfarrapada que a gente dá quando não quer mais um namorado, mas dessa vez é de verdade. Eu sou o problema e não tu. O mais doido é que eu gosto tanto de ti. E gosto tanto que arrisco dizer que te amo.

Eu te amei quando tu choraste na minha frente pela primeira vez. Te amei quando pegaste na minha mão só pra mostrar pra todo mundo que era tu quem me fazias feliz. Eu te amei quando me “ajudaste” – parado – a lavar a louça enquanto eu cantarolava Kid Abelha e toda vez que me olhavas com teus olhos verdes sorridentes. Eu te amei com cada abraço, com cada careta, com cada sorriso e com cada bobagem. Eu te amei quando nos despedimos e cada um tomou seu rumo, mas ao olhar para trás, vi que tu também me olhavas. Eu amei as tuas inseguranças, os teus medos, os teus defeitos. Te amei por causa da tua certeza, da tua decisão e das tuas qualidades. Amei cada fio de cabelo, cada pinta, cada espinha, cada marca, cada cicatriz, cada lágrima, cada esforço.

Eu tenho o teu cheiro impregnado em cada milímetro cúbico de pele do meu corpo, tuas lembranças marcadas a ferro em cada cantinho da minha memória e eu ainda sinto cada toque, carícia e apertão da última vez que nos vimos. Eu sei que tu sabes que eu finjo não saber que eu sinto a tua falta. A saudade aperta meu peito só quando eu respiro, então por que essa estranhetude?

Não sei. Viu, eu disse que não era tu. Sou eu!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s