. dia estranho .

Vocês sabiam que as estrelas morrem? Pode levar alguns bilhões de anos, mas eventualmente, todas morrem. Não importa se ela for pequena, grande ou gigante, todas têm uma data de validade. As pequenas, como o sol, quando seu motor (núcleo) para de funcionar, se expandem e liberam muito calor para depois encolherem e liberarem uma quantidade bem menor de energia. As gigantes (que são poucas), quando atingem seu fim, explodem.

Ontem uma estrela se foi. Mais uma luz que se apaga entre nós. E foi assim… do nada. Inesperado. Indesejável. Dilacerante. E dói. Não foi eu, mas dói. Não foi meu pai, minha mãe, nem meu filho, mas dói. Sempre dói.

Uma estrela de luz linda, ele era. Uma luz brilhante e meiga, brincalhona, às vezes danada, mas ainda assim uma luz amorosa, engraçada e com a cabeça no lugar. Agora, ele brilha em outro lugar e a sua luz nos faz falta. Ainda que recente, já faz falta.

Faz falta praquele pai apaixonado que faz tudo por seus filhos. Aquele pai que daria tudo para vê-lo bem. Aquele pai que sabia ser bem durão, mas que na realidade era uma manteiga derretida.

Faz falta praquela mãe dedica. Aquela mãe que tinha seus afazeres, mas nunca esquecia das suas obrigações de mãe. Pela casa a gente pode ver o ótimo trabalho de mãe, o amor incondicional de mãe, e agora, a dor de uma mãe.

Faz falta praquele irmão. Companheiro de todas as horas, mesmo que mais novo. Aquele irmão com quem tinha algumas brigas, muitas risadas e diversas memórias a serem preservadas.

Faz falta para todos que algum dia tiveram contato com aquela estrela de luz linda e especial.

E o ensino médio que ele não terminará? E a faculdade que ele nunca começou? E as namoradas que ele nunca teve? E as brigas que ele nunca separou ou nunca brigou? E a missão que ele nunca serviu? E o casamento que não foi realizado? E os filhos que ele não pode mimar?
E as risadas que ele não pode dar? E as piadas que ele não ouviu? E as músicas que ele não dançou? E as pessoas que ele não pode ver nascer? E a cama vazia no seu quarto?

É por isso que dói. Os “E’s'”. Por ser uma luz tão nova, os E’s martelam os nossos pensamentos e machucam. Nos parece cedo demais.

Mas foi assim… do nada. Inesperado. Indesejável. Dilacerante.

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