À Moda Antiga

Eu tento disfarçar.

Por que as coisas precisam ser tão difíceis? Sim, quando eu digo “coisas”, refiro-me a relacionamentos. Por que as pessoas simplesmente não se declaram, abrem o coração e dizem como se sentem, hein? Eu entendo que há o risco da pessoa acabar sendo rejeitada, mas deixa eu contar uma coisa.

Não sei se é o verão ou se sou eu ou se é ele, mas há algo no ar. Não sei se é o jeito que ele me olha ou a maneira que ele disfarça quando eu o pego me olhando, mas eu sinto que há algo diferente. Não sei se é o fato dele ser tão resolvido no quesito cores, o que é muito divertido, mas eu sei que há algo fora do normal.

Talvez seja o jeito meio white and nerdy dele e aquele sorriso colgate todo meigo. Talvez seja a simplicidade e aqueles olhos insanamente azuis que combinam tanto com os cabelos loiro escuro. Talvez seja o jeito dele de caminhar todo “certinho”. Talvez seja a verdadeira sinceridade e gratidão que ele demonstra somente com os olhos. Talvez seja essa vontade dentro de mim de conhecê-lo bem mais do que eu já conheço. Talvez seja essa minha vontade de querer abraçá-lo e nunca mais soltá-lo ou esse desejo de tê-lo sempre ao meu lado. Talvez seja o fato dele não rir da minha vontade de casar como os outros meninos bobos geralmente fazem.

Eu não me importo se nós sentamos um ao lado do outro e não fazemos nada mais do que conversar. E não me importo se nós ficamos implicando um com o outro iguais a crianças. E eu não me importo de esperar, porque eu sei que com ele as coisas são à moda antiga e eu gosto tanto de coisas à moda antiga.

E ele nem sabe que eu reparo tanto assim. Eu nem sei se algum dia ele vai saber o que eu sinto de verdade. E se ele souber, o que ele fará, mas eu sento aqui e fico imaginando coisas, “bolando planos mirabolantes, fico inconstante, pareço iniciante”. Fico só imaginando, porque a minha covardia é digna de medalha. Então não faço nada. Eu só converso e ajo como a amiga desinteressada.

Agora você se reclina em sua cadeira e, com uma sombrancelha levantada, pergunta: “Mas que raios foi aquela introdução?”

Ué, eu não disse que eu gosto das coisas à moda antiga? Antigamente, o garoto que “se declarava” para a garota, não é? Eu sei o que eu eu sinto, mas não sei qual o nivel reciprocidade que existe, capisce?

Eu não sei muito bem o que há, mas eu sei que há!

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s