Sete Meses

Tudo que eu preciso!

Começou com um convite de amizade no orkut que levou ao pedido do MSN, que se desenvolveu numa amizade legal. Várias predileções em comum e conversas no MSN levaram a um convite de formatura. Nada demais, tu foste somente como um amigo. Mas será que era só isso que tu querias? Que eu queria? Que nós queríamos? Não, não era, então resolvemos o nosso dilema. Naquela noite mesmo. E foi bom, foi ótimo, foi tudo o que eu esperava. Acho que até mais. E partir daí só… foi! Tem uma foto que sempre quando olho, me acho idiota. Tirei com um amigo meu e em uma das minhas mãos tem a tua pulseirinha, a que tu precisavas para entrar na festa e que eu estava esperando, ansiosa, pra te entregar. Ai, ai, amor de verão.

E tu dizias: “Eu saí de um relacionamento faz pouco tempo e as coisas não acabaram muito bem. Eu não quero me apegar. Não quero namoro agora, ok”? Mas e daí, eu também não queria. Tu eras apenas um rapaz que me agradavas muito, mas nem eu nem tu procurávamos compromisso. A situação era perfeita. Perfeita foi a rasteira que o tempo, destino ou sei-lá-o-que me deu: me apaixonei.

Após a formatura, e durante os meses que se seguiram, conversamos, rimos, saímos e brincamos. Sem falar nas caminhadas ou voltas de bicicletas. Mas o que eu poderia fazer, um garoto trabalhador, adulto, dono de si e de um sorriso lindo, engraçado e amigo na minha frente? Como não me apaixonar? Sem falar nas manias que eu aprendi a amar e cheguei a decorar: o jeito inconsciente que tu mordias os teus lábios e fazias caretas quando ficavas pensativo e modo como me chamavas de “Maris”. Ah, e eu adorava! Orgulhosa, eu não iria admitir. Não pra ti, pelo menos. Fiquei remoendo esse sentimento, tentando suprimi-lo ou pelo menos guardá-lo pra quando tu finalmente o quisesses. Então levei numa boa, me declarando aos poucos, deixando claro como eu estava me sentindo. Um mês, dois meses, quatro meses!

“Chega”, disse pra mim mesma, “até quando eu vou me sujeitar a isso” Tentei terminar tudo. Eu estava insatisfeita com o nosso “relacionamento” e não podia levar a diante. Mas como eu poderia pôr um ponto final em “nós” quando tu dizias que mesmo não querendo relacionamento naquele momento, tu poderias vir a mudar de idéia em um mês ou dois? Como eu poderia por um fim na nossa história quando tu fazias constantes comparações com a tua ex, dizendo que eu era mais adulta, mais cabeça, mais isso, mais aquilo e mais-aquele-outro? Como eu poderia terminar tudo quando teus pais sabiam da minha existência, teu irmão me tratava como se eu fosse tua namorada e eu era assunto na casa de vocês? Como eu poderia ser tão forte a ponto de apagar os últimos maravilhosos meses da minha mente e seguir em frente? Eu não pude e não fui.

Sete meses. Sete meses até eu finalmente ser forte o suficiente para me impôr e decidir que aquilo não era o que eu queria. Sentados no café da estação, pondo um fim no que nem havia começado de verdade. “Continuaremos amigos, mas sem fechar as portas”, foi o que tu disseste que fez meu sangue ferver e arder de raiva. Tu falavas e falavas e tudo que eu pensava era “tão meu e de todas ao mesmo tempo”. Agora, não mais meu.

E tão rápido quanto foi o fim, foi a invasão da lembrança de nós dois ontem à noite. Chorei muito, de  ficar com os olhos inchados,  só lembrando de nós, de como foi bom. Lembrando dos momentos que, pra mim, bastava estar junto de ti, sabe? Só na tua companhia. Eu não precisava de mais nada. Lembrando das horas que eu, quando estava perto, não queria sair dali e de quando nos distanciávamos, logo eu tinha vontade de te ligar, ver onde tu estavas e ir atrás de ti. ( Rsrsrs ) Era muito bom. E acabou. E agora tenho medo de quando a gente se encontrar, sei lá. Eu achava que eu estava bem, mas sempre tem algo pra me mostrar que eu tô errada.

Tu vê, já se passou quase 4 meses e eu ainda não te esqueci, mas acho que é assim mesmo.  Não vou dizer que é fácil, porque não é, principalmente quando tu segues em frente e eu fico aqui, estacionada no tempo com as lembranças de nós fixas na minha mente, de nossos melhores momentos, meus desejos frustrados e coração partido. É difícil, especialmente, quando a tua atual “amiga” vem falar comigo se achando no direito de perverter o que NÓS tivemos ou quando tu vens falar comigo no MSN como se nada tivesse acontecido e fôssemos amigos como éramos. Como diz meu pai: “Gostar é fácil, deixar de gostar que é uma merda”.

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5 comentários sobre “Sete Meses

  1. Rätsel Ewig disse:

    “Gostar é fácil, deixar de gostar é que é uma merda”.

    uma verdade incontestável…

    Confesso que este blog mexe comigo o.O é, de alguma forma, nostálgico…

    Sinto falta dos poemas; espero ansiosamente pelo próximo.

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    • claudiadarosa disse:

      Realmente incontestável.

      Não tenho escrito muitos poemas ultimamente, mas postarei os que tenho.

      Obrigada pelos elogios!
      😉

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