Exposed!

Eu comecei a escrever, porque eu queria comover as pessoas. Eu queria escrever algo que as fizesse rir, que as fizesse chorar, que as fizesse me odiar, que as fizesse me amar. Eu comecei a escrever, porque eu queria fazer algo por alguém, mesmo que com algumas simples linhas. Eu queria mostrar-lhes que a vida era linda e que sempre havia um novo amanhã. Eu queria mostrar-lhes que a vida é difícil e às vezes nós vamos cair e nos sentir extremamente infelizes, mas que com o tempo as coisas podem melhorar. Eu queria escrever algo que as tirasse da rotina, que as divertisse um pouco ou que as fizesse pensar. Eu continuei a escrever porque eu me apaixonei pelo som que as palavras produziam quando postas juntas. Eu me apaixonei mais ainda por esta tal coisa de escrever.

Eu comecei a escrever poemas, o que era extremamente novo para mim. As rimas vinham facilmente à minha mente e elas eram consideravelmente bonitas. Inspiração não me faltava e quando eu me dava conta, tinha enchido mais uma página de poemas, ideias e insights. Após muitos meses  escrevendo poemas, o que eu precisava dizer não cabia nos pequenos espaços de um poema. Textos começaram a me invadir os pensamentos. Eu estava gostando de alguém e isso me fazia “feliz”. Claro que eu não era completamente feliz, mas eu estava satisfeita o suficiente com o que eu tinha e aquilo me parecia ser bom no momento.

As coisas mudaram e então a minha necessidade de escrever veio com a urgência de desabafar, tirar pensamentos, desejos e vontade do meu peito. O fardo de guardar aquelas coisas doloridas e estressantes só pra mim era pesado demais para que eu pudesse suportar sozinha. Eu precisava contar para alguém como eu me sentia e como era torturante ter aqueles sentimentos. Eu precisava de alguém que me “escutasse” e não me julgasse. O que poderia ser melhor que o blogue onde eu recebia alguns poucos comentários de estranhos de vez em quando? Eles não me conheciam e aquele não era – e ainda não é – um blog conhecido. Alguns dos que o liam eram os que sabiam o que eu estava passando, então eu não teria vergonha de tê-los lá confirmando a minha angústia. Mas é assustador perceber que mais pessoas saibam da existência deste blog. É assustador, pois tenho medo que ele me julguem ou sintam pena de mim.

Eu acho que a ideia de ter as pessoas me vendo como eu realmente sou – frágil, amedrontada e danificada ou ainda “dark and twisted” – é o que mais me apavora. Isso me assusta porque eu sempre aparento estar alegre. Eu sou a garota divertida, a garota feliz, a garota maluca, a garota que é boa ouvinte ou qualquer outro tipo bom de garota que você precise que eu seja. Eu não gosto de mostrar que eu sou fraca, porque eu sempre fui a garota durona.

É difícil viver às expectativas dos outros, não que eu precise. Mas é especialmente complicado viver sendo eu mesma, porque não gosto de desapontar as pessoas e sou extremamente gentil com aqueles que mais me incomodam. Essa atitude me rendeu alguns “seguidores” – e não é do twitter que eu falo. Eu anulo as minhas vontades e irritações em prol do bem estar emocional do outro. Ou seja, eu prefiro lidar com uma situação estranha – como a dos meus “fãs” – do que partir o coração de alguém. É por isso que eu não sou rude e não reclamo com atendentes por ter que ficar esperando muito tempo na fila ou quando um produto que eu comprei não funciona da maneira que devia. É por isso que eu não reclamo quando trocam o meu pedido no restaurante ou quando a moça da padaria me dá 250g em vez de 150g. Ou quando eu preciso renovar alguns livros na biblioteca antes da aula começar e o atendente resolve ensinar a estagiária a fazer renovações.

O engraçado nessa história de ‘viver às expectativas dos outros’ é que todo mundo tem uma visão de mim a qual eu não reconheço. Eu não vejo a garota que eles veem, mas saber que as pessoas acham que eu posso ser aquela garota, faz-me querer ser aquela garota. Não pelo fato de agradar os outros, mas pelo fato de eu saber que eu me sentiria muito melhor na pele da imagem que os outros tem de mim do que na que eu realmente sou.

Sabe aquela frase célebre: “Nada se cria, nada se perde, tudo se transforma”? Sou o que sou, mas estou em constante mudança, assim como você. Eu não vou fingir ser o que eu não sou. Não serei nada que EU não queira ser e, principalmente, não serei alguém que me deixe desconfortável comigo mesma.

Na mais pura humildade e sem frescura, mesmo com todos os defeitos, todas as fraquezas e todas as manias que somente eu sei que tenho, eu me amo. Nuns dias menos do que em outros, mas ainda me amo. Eu sei que posso ser melhor, mas eu me amo. Sinto-me feliz pelas coisas que tenho, pelas coisas que tenho conquistado e pelo futuro que me convida a explorá-lo a cada manhã. EU ME AMO.

E você? Você se ama?

No Way Back

Poem Space

Engraçado como as coisas acontecem quando nos apaixonamos, não é? De início, sempre há uma luta pessoal contra o sentimento de amar que martela nossas mentes e corações. Sempre tentamos não nos apaixonar muito ou nos apegarmos a pessoa, por mais doce que seja o sentimento de flertar com o amor. Eventualmente, a tentativa é falha e a luta contra contra o que pode mais tarde se tornar em uma grande paixão é sempre perdida.

Com vocês, No Way Back!

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I let you in once

It is all my fault

There’s no way back now

There’s no way back at all

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I lay awake

Thinking about you

I go to bed at night

Wishing it was all true

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Months of daydreaming

Weeks of burning desire

Days of innocent flerting

Over this feeling, I have no power

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Making this corny verses

I feel like I’m writing to a wall

Even though everyday I try

There’s no escape now

Carta Ao Leitor – Viva A Escrita

Perfeita combinação!

Eu não me lembro quando o meu amor pelos livros e pela escrita nasceu. Quando dei-me conta, a paixão já estava aqui e a prática de tais paixões era quase natural, sem muito esforço. Quem já assistiu o filme “Uma Mente Brilhante” lembra como o cientista John Nash via sentido nos  milhares números em sua frente. Sinto que comigo seja da mesma maneira, mas com as letras.

Sim, eu amo escrever. Sim, eu utilizo minhas próprias experiências para escrever. E sim, eu me apropria das experiências e relações do outros para escrever! Como escritora – ou pessoa que exerce a arte de escrever – permito-me fingir ser outra pessoa e ter outros sentimentos ao escrever. Da mesma maneira, abro meu coração e me exponho ao máximo na tentativa de extinguir sentimentos tristes ou de transmitir a alegria que irradia meu singelo ser.

Nem sempre o que escrevo é real e, às vezes, as histórias são tão reais e tangíveis quanto esta tela de computador na sua frente. Há aquelas histórias que são completamente fictícias e outras nas quais realidade e ficção se misturam! Então não leia o material que te apresento tentando descobrir quando é real ou não, por favor! Nem sempre o meu humor atual é traduzido pelo post mais recente. Inspiração ou ideia não se determina quando se tem, por isso que toda vez que qualquer uma das duas me vêm à mente, anoto onde quer que seja. Às vezes esses momentos geram textos inteiros e em outras somentes frases soltas que mais tarde são complementadas. De vez em quando, escrevo esses pequenos insights em cadernos, no bloco de notas do celular, na pasta de rascunhos do blog e acabo me esquecendo deles. Ao redescobrí-los, eu os termino, complemento ou descarto.

Exponho aqui o que eu penso e vivencio, o que eu imagino e o que crio para a para o teu entretenimento e para minha satisfação pessoal de pegar um pedaço de papel em branco – ou uma tela de computador – e preenchê-lo letra após letra.  Algumas pessoas tem a dança, a pintura, a música ou outros meios como modo de escape desse mundo maluco e corrido em que vivemos. Pra mim, quando escrevo é quando estou no meu melhor momento!

My Special Someone

Poem Space

Escrevi este poema para minha mãe no Dia das Mães do ano passado. Revendo uns arquivos antigos, resolvi compartilhar com vocês o sentimentos que eu tenho por esta grande mulher.

Com vocês, My Special Someone!

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She has a strength never seen

She’s the greatest woman on Earth

She’s tough but also a queen

She’s the one who gave me birth

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She has highly trained senses

She is incredibly strong

She has no false pretenses

She’s my one and only special Mom

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And she is so smart

She taught me everything I know

Taught me to be honest and righteous,

A God’s daughter and a faithful girl

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I want her to be proud

of the choices I make

I want to scream out loud

That for her all risks I’d take

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When that inevitable day comes

You’ll take with you a piece of me

I know to you one day I’ll return

and we’ll be together for all eternity

Tu!

Eu  tenho me sentido bem ultimamente. Feliz, sabe? Feliz de verdade! E essa felicidade me dá medo, porque é sempre assim: sempre quando a gente se sente super feliz algo acontece e estraga tudo. Eu tenho medo de um dia acordar e perceber que tudo isso foi um sonho, que a tua voz doce e decidida não me arrepiava mais os cabelos da nuca, que os teus beijos quentes e lentos não esquentavam cada parte do meu corpo e que os teus abraços apertados não me envolviam até eu me perder em ti.

É engraçado como as pessoas perguntam de ti o tempo todo e como elas ficam felizes por nós. Às vezes, elas parecem mais entusiasmadas com a gente do que nós mesmos. Só que eu tenho medo de te amar demais e acabar te perdendo. Tenho medo de deixar tu entrares na minha vida e eu acabar perdendo controle dela, mas na realidade já é tarde de mais. O problema é que eu não consigo esconder e todo mundo já percebeu. Parece que está escrito na minha testa: “ELE É MEU E EU SOU DELE”.

Eu nem quero mais tentar esconder, porque se hoje eu me sinto feliz é por causa de ti. Tu pareces um dos mocinhos dos meus romances preferidos. Tu és meu Romeu de Shakespeare, meu Gerry de Cecelia Ahern, meu Noah de Nicholas Sparks, meu bel-prazer e essas coisas mais. Tu és tudo o que eu não esperava e tudo o que eu precisava, mas sem eu saber que eu precisava, se é que isso faz sentido.

Tu ocupas cada centímetro quadrado dos meus pensamentos e da minha vida. Tu és a razão de eu rir do nada no meio da aula, no meio da rua ou dentro da van enquanto eu vou pra faculdade. És o motivo de eu dançar na frente do espelho quando ninguém está olhando e o motivo de eu cantar juras de amor para o chuveiro usando o  vidro de xampu como microfone.

Essa distância dói. Ela nunca me abandona me aperta o coração toda vez que eu te dou boa noite. Cada despedida é torturante e meus dias nunca são completos sem ti, mas repletos de ti. Então crio novos hábitos para fazer com que o tempo passe mais rápido, porque ficar olhando para o relógio até a hora de nos falarmos é desesperador e a impaciência me consome a cada tic-tac! E eu guardo bilhetes que eu gostaria de colocar nas tuas gavetas das blusas e meias ou dentro dos sapatos, mensagens que eu gostaria de escrever, abraços que eu gostaria de dar, beijos que eu gostaria de ganhar.

Eu tenho um grito entalado na garganta. É o desejo de gritar aos quatro cantos do mundo o quanto eu te amo. E o quanto eu sou amada. Tu de uma ponta do mundo e eu em outra. Longe e tão perto, mas no coração. É, é no coração que eu te levo e  é de saudade que eu vivo hoje sem ti. Vivo alimentando-me de lembranças, de conversas e de promessas de um dia rever-te e de poder abraçar-te e jamais largar-te.

Sparkling Blue Eyes

Poem Space

Durante o ano passado, um dos meus muitos primos morou conosco. Ter o Davi conosco foi uma experiência muito diferente por quatro motivos: ele era mais criança do que eu [;)], ele era uma ótima companhia para todas as horas [literalmente], eu pude treinar meus golpes de Muay Thai [desculpa pelas tundas que eu te dei xD] e, tendo sido criada com duas irmãs mais velhas, era a primeira vez que eu tive um “irmão” de verdade. Esse é pra ti, Davi!

Com vocês, Sparkling Blue Eyes!

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Of all the people that should be here

You are the one I miss the most

It’s so weird not having you near

With whom will I share those late night toasts

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All the times we washed the dishes

Sharing a headphone plug for each ear

All the impersonations, jokes and dances

2009 was definitely the funniest year

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Now you’re there so far away

I feel alone so many times

I wonder if you miss us here

And if you’ll like these stupid rhymes

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There was never a bad time with you

The moments we had will never die

I will never forget you, dude

You changed my life with your sparkling blue eyes

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My great cousin,

My brother Davi

Stop being an ass

Move back near me

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